domingo, 22 de novembro de 2020

A COPEL EM TEMPO DE PRIVATIZAÇÕES, REVOLTAS E INCERTEZAS por Francisco Souto Neto.

Diretoria da Copel na Rua Coronel Dulcídio, entre a Rua Comendador Araújo e a Avenida do Batel. Foto por Francisco Souto Neto.

 

 
Comendador Francisco Souto Neto 

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A COPEL EM TEMPO DE PRIVATIZAÇÕES, REVOLTAS E INCERTEZAS

 

Francisco Souto Neto

 

Durante o Governo Fernando Henrique Cardoso houve inúmeras privatizações de grandes empresas, incluindo-se as de economia mista, tal o caso do Banco do Estado do Paraná e do Banco do Estado de São Paulo, para mencionar alguns dos exemplos mais marcantes e desastrosos daquela época.

No caso do Banestado, durante o período eleitoral o governador Jaime Lerner disse, e isto ficou registrado em imagem e som: “Durante meu governo o Banestado não será privatizado”. Tratava-se de mentira com fins eleitoreiros, pois decidiu-se o governador pela privatização no ano 2000, e o Banestado, uma empresa que tinha sido séria e de vital importância para o desenvolvimento do Paraná, foi arrematado a preço vil.  Na mesma ocasião, aquele governador pretendeu também privatizar a Copel, porém encontrou fortíssima resistência, principalmente em função dos prejuízos previsíveis e depois confirmados, que essas privatizações causariam aos estados federativos. Cedendo às oposições, ouvi Lerner num discurso: “A nossa querida Copel não será privatizada”. Como sempre, o político fazendo-se de bonzinho ao chamar a Copel de “querida” e assim ir fugindo pela tangente, quase sem rastros, após não conseguir realizar o seu intento. E eu, que admirava Lerner das suas administrações na prefeitura pelas benesses que, a seu tempo, ele dedicou à cidade e ao transporte coletivo, passei a devotar-lhe desprezo.

Agora, durante outro governo federal interessadíssimo no desmonte do país, muito mais destrutivo do que aquele dos tempos de FHC, voltou à baila a privatização da Copel. E Ratinho Júnior, quem agora governa o Paraná, no mês em curso vendeu inicialmente “apenas a Copel Telecom”, segundo ele “um braço” da Companhia Paranaense de Energia.

Copel Telecom

Sempre posicionei-me contrário às privatizações desde os anos em que mantive colunas em jornais e revistas, e agora tenho defendido a Copel pelo menos nas redes sociais, com palavras favoráveis à manutenção do que dela resta.

Hoje, entretanto, passei por uma raiva descomunal, envolvendo referida Copel, que me fez sofrer uma crise de hipertensão arterial. Claro que não mudo minha opinião quanto à sua não privatização, porém constatei que “há algo de podre no Reino da Dinamarca”, como disse Shakespeare, e o problema que enfrentei desvendou uma deficiência em sua administração.


Antes me referir à Copel, uma questão de fraude bancária


Para chegarmos ao cerne da questão, devo inicialmente comentar algo que parece nada ter em comum com o problema que enfrentei hoje na Copel e que exporei adiante; entretanto, serve também como um alerta. É o seguinte: tal como faço todas as manhãs, na sexta-feira dia 13 do corrente verifiquei através de telefone o meu saldo no banco onde mantenho conta corrente, e me surpreendi com quatro lançamentos de altos valores em minha conta, que me eram de origem desconhecida. Imediatamente entrei em contato com a administração da agência para saber o que estava acontecendo. Através do telefone, a instituição bancária fez rápidas verificações e, em menos de uma hora ao telefone, disse-me ter constatado tratar-se de uma clonagem do meu cartão de débito.

Embora eu não use cartão de crédito (porque não gosto), valho-me de um cartão de débito que, durante estes oito meses em que me encontro em “isolamento social” por causa da pandemia, é o meio que uso para efetuar as compras que faço necessariamente em mercado e farmácia. Mas...  como explicar a possibilidade de clonagem se não ponho meu cartão de débito nas mãos de quem quer que seja (isto é, sempre eu mesmo insiro o cartão na “maquininha” e o retiro), se ninguém conhece minha senha eletrônica, e se também não uso telefone celular e, portanto, não faço qualquer negócio através do meu computador fixo, “de mesa”, que envolva minha conta em banco?

Comecei por lembrar-me de que além das minhas rapidíssimas idas ao mercado e à farmácia, tenho feito o uso do cartão de débito para pagar as refeições que peço por telefone e que durante meu “isolamento social” são trazidas à porta do meu apartamento através de restaurantes que encomendo por telefone. Então, usando máscara e luvas, manejo o meu cartão de débito... mas agora chego a pensar que é possível que algumas das maquininhas de cartão venham munidas do skimming, ou chupa-cabra, aquele mesmo dispositivo criminosamente  instalado em caixas eletrônicas e nas máquinas manuais de débito e crédito, para clonar cartões e assim ganhar acesso às contas bancárias das vítimas.

Muitíssimo rápido, no dia seguinte (sábado 14) o banco devolveu à minha conta corrente o valor total do dinheiro que me fora furtado. Ato contínuo, informou-me que cancelara meu cartão de débito e a senha eletrônica, e que o novo cartão deveria chegar em no máximo dez dias. Bem, assunto resolvido... e doravante, por medida de segurança, continuo pedindo as refeições aos restaurantes, mas pagando-as exclusivamente em cash, isto é, em dinheiro vivo.


Em seguida, as raízes do problema com a Copel


Mais uma vez, um necessário preâmbulo antes de chegarmos ao cerne do problema com a Copel: em agosto eu aluguei um apartamento que tenho no Centro Cívico. Embora a minha administradora de imóveis tivesse orientado o meu inquilino, um Sr. David, a transferir a conta da Copel, que estava em meu nome, para o nome dele, isto não foi feito. As contas correspondentes aos meses de agosto e setembro (vencíveis em 2 de setembro e 2 de outubro respectivamente) continuaram sendo debitadas em minha conta corrente. Entretanto, informei à minha administradora de imóveis que esses dois débitos foram de valores tão insignificantes, de apenas 15 reais e alguns centavos cada um, que pedi dar conhecimento ao meu inquilino, para a comodidade dele, que isso não representava problema e que ele não precisaria me restituir os citados valores. Mas insisti para que ele regularizasse essa questão na Copel, para que as próximas contas estivessem em seu nome. E foi assim que percebi que em 2 de novembro não houve  débito em minha conta corrente das despesas do apartamento alugado e então fiquei tranquilo pensando que a situação estivesse solucionada. Mas que doce ilusão!

No dia 14 de novembro recebi da Copel, através de e-mail, o comunicado de que uma dívida em meu nome, no valor de R$84,35 estava vencida desde o dia 2 do mesmo mês, e que se não fosse quitada num prazo de 45 dias, meu nome seria incluído no Cadastro de Inadimplentes.

Muito irritado, percebi que pelo 3º mês consecutivo a conta de energia elétrica de meu inquilino continuava sendo cobrada em meu nome. Em contato com a minha administradora de imóveis relatei a persistência da falha e pedi que fosse quitada a dívida com a máxima urgência, dívida esta que ficou em meu nome, embora o consumo de energia e a inadimplência tenha sido do meu inquilino.

O que ocorreu foi que o inquilino devolveu-me os R$84,35 através da administradora por intermédio de um crédito em minha conta corrente na data em que escrevo este artigo, dia 20 de novembro de 2020. Entretanto, um débito em minha conta obviamente não quita a dívida do meu inquilino, dívida esta que está erroneamente em meu nome na Copel. Ou seja, eu teria que, pessoalmente, ir pagar tal dívida. Apesar de estar eu em “isolamento social”, ainda mais neste momento em que a contaminação pela covid-19 apresenta um violento recrudescimento, “explodindo” em índices crescentes em Curitiba, no Paraná, no Brasil, e nos principais países do Hemisfério Norte, resolvi, para evitar aborrecer-me ainda mais, que eu mesmo faria o pagamento da dívida do meu inquilino, objetivando liquidar o problema o mais rápido possível. E foi aí que encrespei com a Copel e passei a cuspir fogo.


Ainda antes, tentando pagar a dívida de meu inquilino.


Aos 77 anos, interrompendo o “isolamento social” e pegando o meu elevador (porta do elevador às minhas costas) para descer à rua.

Como estou ainda sem o meu cartão de débito, coloquei um pouco de dinheiro no bolso e fui ao Banco Itaú para pagar a dívida do meu inquilino. A agência mais próxima do banco onde tenho conta, fica a uns 100 metros da minha residência. Lá chegando, encontrei a agência fechada para o público, porque ontem uma funcionária constatou contaminação pela covid-19, e a agência ficará lacrada por alguns dias por justificado motivo de segurança. Fui então a outra agência do mesmo banco, distante mais uns 500 metros. Embora muitíssimo bem atendido como sempre, deparei-me com um fato inesperado: a agência não pode receber pagamentos da Copel no caixa, mas unicamente através dos caixas eletrônicos. Como estou sem o meu cartão de débito, o que me impede o uso daqueles caixas automáticos, a sugestão foi de que eu efetuasse o pagamento com dinheiro em alguma casa lotérica. Achei uma ótima ideia e fui à lotérica mais próxima, por coincidência em frente àquela agência bancária fechada devido à contaminação pela peste.

Chegando à lotérica encontrei uma longa fila, porque hoje é dia 20, ou seja, “dia de pagamento”. Tive que reclamar para que a pessoa, atrás de mim, respeitasse uma distância de dois metros. Mesmo assim havia muita gente ali acumulada, o que simboliza um atentado à saúde ou mesmo à vida do próximo. Chegando minha vez, ao pretender pagar a dívida do meu inquilino, fui informado de que não havia como pagar integralmente aquele valor, porque entre o dia 2, do vencimento, e hoje, 20, transcorreram 18 dias, e juros teriam que ser cobrados, porém aquela lotérica estava autorizada a receber apenas o valor original de R$84,35. Os juros, uma insignificância de uns dois reais ou menos, me seriam cobrados pela Copel no próximo dia 2 de dezembro. Contudo, eu estava disposto a cortar o mal pela raiz e resolvi que eu fazia questão de pagar tudo, integralmente, sem deixar absolutamente nenhum centavo pendente para o próximo mês. Lembrei-me então de que a administração da Copel, com suas diretorias e presidência, fica na Rua Coronel Dulcídio, entre a Rua Comendador Araújo e a Av. do Batel, perto de onde moro. E foi para onde me dirigi.

Entrada para o edifício-sede da Copel (foto da internet)

Agora, o problema com a Copel


Cheguei à Copel para pagar a malfadada dívida do meu inquilino. Para minha surpresa, na portaria me informaram que lá não havia ninguém que pudesse receber pagamentos. Nenhum caixa, nada. Lembrei-me então de que existe um escritório da Copel na Rua Carlos de Carvalho, a poucas centenas de metros dali. Disse eu ao atendente que então iria até lá para pagar a dívida. Mas... o rapaz informou-me que aquele escritório da Carlos de Carvalho estava fechado para reforma e que o único lugar onde eu poderia pagar a dívida seria no bairro Novo Mundo.

Copel

Então eu teria que voltar à minha residência, pegar o meu carro que não dirijo há meses, e ir a um bairro onde nunca estive antes, sem saber nem em que direção da cidade se situa?! Não! Pedi então para falar com alguma chefia, naquele prédio da Copel, que pudesse me orientar melhor sobre a forma como resolver o problema, sem eu ter que fazer uma viagem a um endereço que desconheço. A informação foi a de que não havia quem pudesse me orientar. Profundamente irritado, disse ao rapaz que queria falar com algum assessor, ou com um diretor, ou com o presidente, principalmente para entender o porquê de usuários da Copel não terem quem os atenda ali, enquanto ocorre a tal reforma do prédio da Carlos de Carvalho. Porém, não, ninguém poderia atender-me.

É uma indignidade que as centenas de funcionários que trabalhem naquele prédio de onze andares não tenham uma sala equipada para receber todos os casos em que os usuários de energia elétrica precisem de contato direto com com a empresa. Exigir que nós façamos uma viagem a esse bairro Novo Mundo é uma afronta à população. E quem reside nos bairros em direção oposta a Novo Mundo e precisa atravessar a cidade inteira para chegar a tal ponto de atendimento? E nós, que moramos praticamente ao lado do prédio da Copel, termos que nos resignar a não ser ali atendidos? O senhor presidente da Copel não tem ao menos um pouco da sensibilidade para pôr fim a uma situação tão patética? Oras bolas, enquanto o escritório da Carlos de Carvalho está fechado para reforma, que crie um lugar decente no seu luxuoso prédio, num provisório canto qualquer, para aí instalar um caixa que possa atender aos usuários da Copel, sem obrigá-los a uma viagem de muitos quilômetros.

Se é tão grande a incompetência da Copel para resolver problema tão simples, o que faria num caso dramático como o que estamos presenciando no Amapá? Não seria por motivos pessoais que eu pararia de defender a nossa Copel, pois sou contra as privatizações. Mas sua diretoria tem a obrigação de tirar o seu traseiro do assento e tratar de encontrar soluções urgentes para quem não aceita as regras ridículas que a empresa nos apresenta. Ora, é um absurdo que não haja quem possa atender aos usuários aí na sede da Coronel Dulcídio. Antes de incapacidade, isto é, de malemolência, é falta de vontade ou competência para resolver até mesmo os mais simples problemas. Continuo defendendo a Copel, mas não a atual administração.

O proprietário da administradora de imóveis que me atende, hoje mesmo, nesse fim de tarde, tomou a iniciativa de solucionar para mim o problema que deveria ter sido do meu inquilino, que não pagou sua conta dentro do prazo.

Considero-me muito bem educado. Mas paciência tem limite, e a nossa indignação não tem.

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UM ADENDO NO DIA SEGUINTE, 23.11.2020

Hoje descobri que tendo sido paga ontem a fatura de R$84,35 , ficaram ainda pendentes de pagamento duas faturas de meu inquilino, ambas em meu nome: uma de R$3,57 e outra de R$0,01 (um centavo), correspondentes aos juros pelo não pagamento no prazo correto, dos R$84,35 referidos acima. E teriam que ser pagas hoje, dia 23. Telefonei à Copel e fui muito bem atendido por dois funcionários: primeiro Sheila e depois Arthur. Ambos merecem votos de louvor por terem me orientado com grande boa vontade quanto a essas pequenas dívidas (insisto, não minhas!) que resolvi acatar para não ter o meu nome levado ao "cadastro de inadimplentes", o que jamais ocorreu em toda minha vida.

Os funcionários informaram-me que qualquer casa lotérica poderá receber a fatura de R$3,57 porém talvez se recusem a receber a de R$0,01. Então, para que eu tenha sucesso no pagamento  de ambas, seria melhor pagar, nas caixas do banco, as cópias das faturas que ambos me enviaram através de e-mail. Entretanto, meu computador direcionou ambos os e-mails da Copel para a minha pasta de "lixo eletrônico". Encontrei-os ali, porém, ao serem direcionados para o "lixo eletrônico", seus anexos (isto é, as faturas) foram neutralizados. Voltei a telefonar à Copel, ocasião em que o atendente Arthur disse-me que eu deveria então anotar os números dos códigos de barras de ambas as faturas (um conjunto com 12 grupos de 4 dígitos cada para cada fatura) e, atenciosamente e com paciência, informou-me os 96 números. 

Embora estivesse na hora de chegar o meu almoço (que é trazido à porta do meu apartamento diariamente), vesti-me, coloquei minhas luvas e a máscara para sair, e no exato momento em que chamei o elevador, o telefone tocou. Era o Sr. Luiz Augusto, cuja administradora da sua propriedade cuida dos meus imóveis, dizendo-me para eu não me preocupar, que ele já estava providenciando os dois pagamentos.

E, agradecido, eu finalmente pude relaxar, enquanto espero por um pronunciamento da Copel sobre minhas reclamações e sugestões. E que possam os seus dirigentes refletir também sobre o absurdo de gastarem papel e tinta para cobrar uma dívida no valor de um centavo. Quosque tandem abutere Catilina patientia nostra?  

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terça-feira, 17 de novembro de 2020

EM NOVEMBRO DE 2020, CURITIBA E O PARANÁ EM ALTA NOS CONTÁGIOS PELA COVID 19 por Francisco Souto Neto.

Foto tirada da tela do televisor em 15.11.2020:  covid-19 em alta. 

 
Comendador Francisco Souto Neto 

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EM NOVEMBRO DE 2020, CURITIBA E O PARANÁ EM ALTA NOS CONTÁGIOS PELA COVID 19

 

Francisco Souto Neto

 

Comecei a escrever este texto hoje, 16 de novembro de 2020, dia seguinte às eleições para prefeitos e vereadores em todo o país.

Ontem o Jornal Nacional divulgou os assustadores índices do aumento em Curitiba e no Paraná dos contágios pela covid 19. Nos Estados Unidos e em alguns países europeus ocorre o que chamam de “segunda onda” da pandemia, o mesmo que, lamentavelmente, começa a acontecer também entre nós.

A bem da verdade, o brasileiro médio não está dando a importância que a pandemia requer. No mundo todo os índices não param de crescer e a situação é cada vez mais preocupante.


Acho estranho que tantas pessoas estejam politizando a pandemia. Os bolsonarianos têm dito seguidamente nas redes sociais que o presidente da República não tem culpa pelo avanço do coronavírus, porque, segundo eles, cuidar-se é responsabilidade de cada um e que isto nada tem a ver com Bolsonaro. Mas a realidade é que o presidente, desde o começo do flagelo, minimizou o poder do coronavírus, dizendo no princípio que isto não passava de uma “gripezinha”, que o uso de máscara era para “os fracos” e estimulou seus seguidores a sair às ruas sem máscara, ignorando o isolamento social. Ele próprio há meses é visto sem máscara nas suas incursões pelas ruas, abraçando admiradores – muitos sem máscara – e tirando “selfies” com as vítimas do descuido. Não bastou que fosse acometido pela covid-19, pois tendo tido a sorte de curar-se, continuou no seu habitual mau exemplo. Há duas semanas ele declarou que o Brasil é um país de maricas, referindo-se àqueles que têm medo do contágio. Em julho Bolsonaro chegou ao absurdo de vetar lei sobre obrigatoriedade de uso de máscaras aprovada pelo Congresso Nacional que determinava que o uso obrigatório em locais fechados onde há reunião de pessoas, como estabelecimentos comerciais e industriais, templos religiosos e locais de ensino.

Tirei esta foto da tela do meu televisor no dia 15, antes de ontem. Nos dois últimos dias o salto atingiu um nível ainda muito mais alto de contaminações.

Detalhe da foto anterior.

Foto também do dia 15, antes de ontem.

Detalhe da foto anterior.

 E assim todos os que são fanatizados pelo tal “mito” – que de "forças da natureza" nada tem – e extremistas, seguem o péssimo exemplo do presidente e influenciam negativamente familiares e amigos. Portanto, declarar que o presidente “nada tem a ver” com o aumento das contaminações verificado nos últimos dias, é um atestado de ignorância aos preceitos mais básicos da profilaxia.


Antes de ontem este era o salto do Paraná em contaminações. Hoje, 17 de novembro, apenas dois dias após o índice acima, houve um salto ainda maior, de mais 40% de contaminações. Isto significa que lamentavelmente estamos entrando em um período muito mais crítico do que todos os anteriores.  Todo cuidado é pouco.

O Brasil tem 5.864.943 casos e 165.858 mortes por coronavírus hoje confirmados. No mundo já são 54.678.159 casos registrados e 1.321.403 mortos. Esses dados que englobam todos os países do planeta são atualizados de hora em hora neste link: https://pt.wikipedia.org/wiki/Predefini%C3%A7%C3%A3o:Dados_da_pandemia_de_COVID-19

Os dez piores países em contaminação de pessoas pela covid-19 são neste momento os seguintes: Estados Unidos, Índia, Brasil, França, Rússia, Espanha, Argentina, Reino Unido, Colômbia e Itália.

Felizmente nos Estados Unidos Donald Trump foi derrotado em sua tentativa de reeleição, um presidente abjeto e ridículo avesso à própria democracia, aos direitos individuais, ao respeito às minorias, à cultura e até mesmo à ciência... um exemplo que foi seguido e ampliado pelo presidente brasileiro.

Em julho Bolsonaro chegou ao absurdo de vetar lei sobre obrigatoriedade de uso de máscaras aprovada pelo Congresso Nacional que determinava o uso obrigatório em locais fechados onde há reunião de pessoas como estabelecimentos comerciais e industriais, templos religiosos e locais de ensino.


O fato é que o Bolsonaro é um entrave até mesmo no tocante nos episódios que temos presenciado, que envolvem as tão esperadas vacinas contra a peste. Por questões políticas, esse homem opôs-se à vacina chinesa, uma dentre várias outras que estão em avançado estágio de testes e que já está sendo produzida no Brasil. Não vale a pena estender-me sobre esses fatos que estão todos registrados na internet e são de sobejo conhecidos pelas pessoas bem informadas. Isso faz-me acreditar que no futuro esse homem poderá vir a ser julgado por um tribunal internacional. Abjeto, ignorante, incompetente. Mentalidade medieva, continua negando a ciência e minimizando a pandemia. Uma família de sanguessugas envolvidos com milicianos e criminosos: é a corrupção em seu grau mais nefasto.

Felizmente maior parte dos candidatos (a prefeito e a vereador) apoiados por Bolsonaro não se elegeram na votação de ontem. Agora que estamos chegando à metade do tempo do mandato de quatro anos do presidente, é bom tratarmos de ajudar a empurrá-lo ladeira abaixo, para que o próximo presidente possa afastar o nazifascismo do Brasil e representar um tempo de respeito à ciência, à ética, aos direitos individuais, ao  jornalismo e à verdadeira democracia, jogando tudo o que não presta à lata de lixo da História.

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OBSERVAÇÃO EM 18.11.2020, APENAS TRÊS DIAS APÓS AS FOTOS QUE APARECEM AO INÍCIO DO ARTIGO ACIMA.







As fotos acima, que tirei da tela do televisor em 18.11.2020, durante o Jornal Nacional, mostram as linhas ascendentes do pavoroso avanço das contaminações e mortes pela covid-19 no Brasil. Podem ser comparadas com as estampadas ao início do artigo, tiradas há apenas 3 dias.

Em apenas três dias as contaminações e mortes pela covid-19 tiveram um avanço assustador. Isto significa que antes mesmo de cessada a "primeira onda" da pandemia entre nós, já ingressamos na segunda. Como o coronavírus manifesta-se no organismo aproximadamente 15 dias após o contágio, pode-se atribuir este avanço ao "feriadão" do Dia de Finados, com as pessoas andando sem máscara pelas ruas e viajando às praias como se já estivéssemos livres da peste.  Durante as eleições o prefeito Rafael Greca manteve a "bandeira amarela" em Curitiba, fazendo parecer que o controle à covid-19 estaria estável, quando ele deveria ter alertado à realidade de Curitiba nesse contexto. Creio que no começo de dezembro nós teremos mais um lamentável e triste aumento de contaminações e mortes devido à concentração de pessoas em vários locais de votação no dia 15 último. Todos teriam que dar um basta à política negacionista de Bolsonaro e demonstrar que temer a contaminação e usar máscara não é "ser maricas", nem "ser fraco", conforme o pensamento asqueroso do presidente. É estar preservando a própria vida e a do próximo.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

A VIDA ESCANCARADA DE MEUS SIMPÁTICOS VIZINHOS, por Francisco Souto Neto no inverno de 2020.


O prédio vizinho, visto do meu quarto.

A VIDA ESCANCARADA DE MEUS SIMPÁTICOS VIZINHOS
por Francisco Souto Neto


Comendador Francisco Souto Neto 


Quem, como eu  – que se encontra em quarentena por causa da pandemia que assola o mundo –,  quando se sente enfadado de tanto ler, de espanar o pó da casa, de assistir a muitos programas e noticiários da televisão, de ouvir música, de ficar no teclado do computador, de se atrever nas teclas do piano e de assistir a centenas de filmes, o que resta é olhar o mundo exterior pela janela. Observar, muito abaixo, os carros, e na rua gente mascarada ou não, as atividades de pessoas dentro dos seus escritórios e apartamentos nos prédios ao redor, o movimento das nuvens, o voo dos pássaros e as alvoradas e crepúsculos.

Hoje quero referir-me a um casal que vive num prédio que fica aos fundos do meu, que avisto não apenas das duas janelas do meu quarto, mas também da minha área de serviço e do quarto de empregada. O apartamento duplex de cobertura situa-se à altura do meu andar; só a caixa d’água e a casa de máquinas do elevador ficam acima do meu ponto de vista.

Não sou indiscreto, porque esse casal – que apelidei Zaribu e Zaribua – mostra-se com naturalidade. Ambos, mas não sempre, me parecem meio tristes, sorumbáticos. Já há alguns meses, antes mesmo da pandemia, notei primeiro o macho. Quero dizer, não tenho muita certeza, mas creio que era o macho, e ele me pareceu um urubu muito solitário.

Mas na sequência, foi o meu amigo Rubens quem percebeu que ele não era solitário, pois passou a fazer-se acompanhar de quem seria a fêmea, ou vice-versa, pois ninguém sabe distinguir o sexo dos urubus. Ou, provavelmente, um expert saiba distinguir os gêneros, porém isto não é o que importa. O que vale ressaltar é que eu – quem diria?! – passei a observar os urubus, meus simpáticos vizinhos.

Se a foto que está encimando este artigo for olhada com atenção, será possível notar que os urubus estão sobre a caixa d’água do prédio. Repito-a por esse motivo.

 No princípio parecia um urubu solitário.

Na verdade, tratava-se de um casal. Aqui, num dos dias mais gélidos do ano, arrepiados de frio.

Olhando de perto, com auxílio de meu zoom, até que um urubu não é tão feio. Meu amigo Rubens, vendo esta foto, achou Zaribu parecido com aqueles juízes britânicos bem circunspectos que usam peruca branca, longa e encaracolada.

Os dois estão sempre juntos. Pela manhã ficam nos vértices do prédio, até nos locais mais altos, porém maior parte do tempo estão no parapeito do terraço da cobertura.

Em dia muito frio, perto de 0°, com Ecoville enevoada ao fundo, e o casal meio jururu.

Abrem as asas para receber o sol da manhã, e fazem minuciosa limpeza das suas penas. O curioso é que de vez em quando a fêmea – ou que me parece ser ela – salta do parapeito para dentro do terraço. O macho passa um largo tempo olhando para baixo, para dentro daquele espaço aberto que eu não alcanço com meus olhos. Desconfio que ali exista um ninho.

 Zaribu em manhã fria, mas ensolarada, no parapeito do terraço, parece olhar à placa na parede, porém ele nada entende, coitado, porque urubus são analfabetos até à morte...

...mas quem sabe se por intuição, ou através de seu olfato muito apurado, ele
 sinta o cheiro da carne e fique na esperança de um pedacinho ali esquecido e deliciosamente apodrecido?

Nos dias frios deste inverno, vejo-os desde o amanhecer pelas bordas altas do prédio. Quando chove, ficam lado a lado macambúzios, tristes, mas é só parar a chuva ou o chuvisco, que ambos abrem as asas, um de cada vez ou simultaneamente, talvez à espera de um raiozinho de sol, e ali continuam a enfrentar a friagem. Algo estranho que os urubus fazem: para fazer face ao vento frio, em vez de fechar as asas para aquecerem-se, eles também as abrem. De fato nós, humanos e leigos, nada entendemos da lógica dos urubus.

 Em dia frio, com garoa, Zaribu abre as asas desejoso, em vão, por algum calor que seque suas penas, enquanto Zaribua olha distraída para um horizonte enevoado.

 
O casal molhado e desalentado.

Ao contrário do meu preconceito desde a infância, os urubus são bichos tímidos e retraídos, mas doces, simpáticos, quase bonitos, apesar de viverem a comer carniças, isto é, animais mortos. Mas que animais mortos poderão alimentar os tantos urubus que às vezes vejo voando em círculos nos céus de Curitiba? Talvez as ratazanas que morrem dentro dos terrenos baldios e abandonados.

Ao final de cada manhã Zaribu e Zaribua desaparecem. Creio que voam para longe da cidade, talvez para as matas além da área metropolitana, em busca de animais putrefatos.

Os urubus, longe de desprezíveis, são aves muito importantes para a ecologia porque se alimentam somente de carne em decomposição, e assim limpam o ambiente. Não comem nem milho, que faz as delícias de suas primas galinhas. É estranho que, comendo carne podre, os urubus não adoençam. Certamente existe em seu sistema imunológico algo que os impede de adoecer.

Procurei por informações na internet e descobri que as fêmeas dos urubus botam apenas dois ovos por período fértil, que eclodem após 32 a 39 dias. Os filhotes nascem claros, e escurecem com o tempo. Eles vivem de 8 a 12 anos, e estão prontos para se reproduzir aos 3 de idade. É uma pena que minha vista não alcance o interior do terraço, e aí consiste o mistério. O que os dois fazem quando ali estão? E quando vejo que apenas um deles desaparece um metro abaixo, dentro daquela área aberta, imagino que seja a Zaribua chocando os ovos.

Entretanto existe vida humana no apartamento de cobertura. Nunca vi esses vizinhos discretos, mas sei que ali existe alguém porque as janelas que dão para o terraço algumas vezes estão abertas, outras fechadas, ou parcialmente abertas, o mesmo se dando com as cortinas persianas. Serão humanos ecologistas que respeitam a invasão dos urubus? Parece-me claro que eles sabem que os urubus estão por ali, pois devem restar penas no chão e muito cocô também nos largos parapeitos. O casal de urubus gosta de variar um pouco de “puleiro”, permanecendo algum tempo lá no alto da casa de máquinas, nas saliências da arquitetura de variados pontos, mas sua preferência recai sempre pelo parapeito do terraço.

No ponto mais alto do prédio.

Nesta manhã do dia 24 de agosto de 2020 há muito sol. Faz frio, mas a manhã é ensolarada, poucas nuvens e céu muito azul. Há pouco Zaribu e Zaribua estavam andando para lá e para cá no parapeito. Abrem as asas nitidamente acolhendo os raios solares, andam com elas abertas, mas quando um cruza com o outro ambos encolhem um pouco as asas para que o espaço permita a passagem dos dois andando simultaneamente sobre o parapeito. Olham para baixo, para longe, para os lados, e sempre me observam fixamente. Devem achar que sou um bicho qualquer, contudo amistoso.

 Para a alegria do casal, o sol imperou e cada um deles buscou expor-se mais convenientemente aos raios solares.

 
Os urubus aproximaram-se mutuamente e, com movimentos que denotavam ânimo, lançaram-se ao mesmo tempo ao espaço, passando a uns dois metros da minha janela com os olhos brilhando, e desapareceram em direção ao sol.

Há pouco vi que apenas um deles – a Zaribua? – pulou para dentro do terraço. De resto, fico aqui na rotina do meu dia a dia de isolado, atento às notícias do país, que está uma porcaria nas mãos de um esquizofrênico irresponsável que um dia haverá de ser julgado e condenado por um tribunal internacional, longe dos bostas (desculpem-me, mas foi ele, não eu, quem assim os denominou) seus apoiadores. Será preciso esperar pelas novas eleições. É claro que, entretanto, uma das minhas maiores expectativas, senão a maior, é pela vacinação contra a covid 19 em todo o planeta, lá por meados de 2021, espero que não em 2022. Outra expectativa é ver os dois urubuzinhos filhotes andando sobre o parapeito do terraço do prédio vizinho, olhando para baixo, criando coragem para enfrentar o seu primeiro voo. Felizes os urubus que são independentes, que gostam de carniça e que não entendem de política.

Vida longa a Zaribu, Zaribua e a sua feliz próxima prole.

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Francisco Souto Neto num intervalo da leitura de “A Peste” (sobre a mesa), de Albert Camus.

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domingo, 23 de agosto de 2020

APRISIONADOS NA TORRE DE VIDRO: máscaras e isolamento social - por Francisco Souto Neto.


O novo coronavírus, com aspecto de uma coroa.

 
Comendador Francisco Souto Neto

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APRISIONADOS NA TORRE DE VIDRO

Francisco Souto Neto

Comecei a escrever este texto hoje, dia 8 de agosto de 2020. Como tenho me sentido em slow motion – em câmera lenta – não sei quando o concluirei. Entretanto quero efetuar o registro de que ontem, uma sexta-feira deste momento em que estou próximo ao meu 5º mês de “isolamento social” por causa da pandemia que assola o mundo, precisei sair de casa. Tive que ir ao consultório de meu médico que fica não muito longe de onde resido, aproximadamente a uns 800 metros de distância.

Como referido consultório localiza-se numa rua para pedestres, onde não entram automóveis, resolvi ir a pé. Poderia ir de carro até a um estacionamento próximo, mas enquanto durar a pandemia espero não estacionar onde manobristas precisem entrar no meu automóvel. Também não tomo táxis por temor à covid-19, mesmo considerando que saio de casa somente usando luvas e máscara.

Minhas saídas ocasionais são apenas para ir à farmácia ou ao mercado para comprar o estritamente necessário. Além disso, tenho o privilégio de residir num ponto em que tudo é muito próximo, num raio de cerca de 100 a 200 metros de distância: teatros, cinemas, shopping centers, restaurantes, lojas (estes todos onde evito entrar pelo temor ao contágio), bancos, farmácias, supermercados... e até um hospital. As refeições são trazidas à minha porta.

O centro de Curitiba no auge da pandemia

Ontem, ao sair de casa, tomei o caminho do consultório, atravessando a Praça Osório e alguns quarteirões da XV de Novembro, rua de pedestres. Senti-me impactado pelo enorme número de pessoas transitando por ali, muitas sem usar máscara, como se não estivéssemos num dos momentos mais dramáticos da História mundial e do Brasil. Jovens e outros da meia idade, e alguns idosos desmascarados, estão num ir e vir com a maior naturalidade e aparente despreocupação, gente agrupada, alheia ao momento alarmante que vivemos imersos nas possibilidades de contágio pela covid-19. Já são acima de três milhões de infectados e mais de cem mil mortos no país, e os índices negativos continuam numa ascensão quase vertical.

Voltando do consultório, prestei mais atenção ao movimento dos transeuntes na Rua XV de Novembro. Muito impressionante o desprezo de tanta gente pela própria saúde e pela de outrem. Isso é o reflexo do que pessoas irresponsáveis, ignorantes e politicamente fanatizadas vêem nas reações do presidente da República face à pandemia. Desde o começo das infecções pelo novo coronavírus, o máximo mandatário do país disse que isso não se passava de uma “gripezinha” e manifestou-se, todo o tempo e insistentemente, contrário ao uso de máscaras e ao isolamento social, embora este seja, sabidamente, o único remédio contra o mal que assola o planeta. Em julho a Agência Câmara de Notícias e diversos jornais noticiaram o absurdo: Bolsonaro desobrigava o uso de máscaras no comércio, na indústria, em escolas, em igrejas e em templos religiosos, bem como em demais locais fechados em que haja reunião de pessoas. Até em presídios o presidente desobrigou o uso de máscaras.

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Hoje é dia 23. Já nos aproximamos do fim de agosto. Não me animei a prosseguir neste texto. Sinto-me desalentado, inerme, quase sem o meu tônus vital, quase apático, ante os infindáveis desmandos do presidente Bolsonaro, de muitos dos seus ministros e de políticos, desde o começo deste (des)governo. No tocante à pandemia provocada pela covid-19, embora eu não costume transcrever palavras de outros jornalistas, vou tomar a liberdade de fazê-lo agora, com um texto do conhecido e respeitado jornalista Leonardo Sakamoto, colunista do UOL, publicado no dia 19 último. Diz Sakamoto:

”Jair Bolsonaro afirmou que a eficácia da máscara na prevenção ao coronavírus é ‘quase nula’ a um grupo de fãs, na porta do Palácio do Alvorada, nesta quarta (19).
O presidente respondia a uma seguidora que disse que só tiraria fotos com ele quando não precisasse mais usar o equipamento. Depois, ainda repetiu para quem tivesse ficado com dúvida: ‘eficácia quase nula’. Incentiva, dessa forma, que os brasileiros não se protejam no dia em que ultrapassamos o registro de 111 mil mortos pela covid.
Não surpreende que Bolsonaro minta sobre a importância fundamental do uso de máscaras para prevenir a infecção pela doença - qualquer pedaço de tecido barato com elásticos tem um papel mais relevante que o dele para salvar brasileiros. Mas isso é uma demonstração irônica de falta de empatia, pois a maioria das pessoas não têm babás como ele e veem nas máscaras uma das únicas formas que contam para se proteger. Pois são baratas de se fazer e acessíveis. Avança, dessa forma, sobre a única forma que famílias pobres que estão sendo obrigadas a sair de casa para trabalhar têm de tentar alguma proteção contra a doença. Nula é, portanto, a efetividade de suas ações. Mas se analisarmos o... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/leonardo-sakamoto/2020/08/19/nulo-contra-a-covid-bolsonaro-diz-que-mascara-tem-eficacia-quase-nula.htm?cmpid=copiaecola”.

O Brasil já tem os números estarrecedores de 114.744 óbitos pela covid 19, e 3.582.362 infectados. Enquanto pessoas continuarem seguindo as instruções do seu mito de papel, mais demoraremos para nos livrarmos do mal que tanto aflige a nós e a todo o planeta.

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Francisco Souto Neto em agosto de 2020, aos 77 anos, em quarentena há cinco meses, olhando para o futuro.

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