domingo, 21 de junho de 2026

JULIE LONDON – A CANTORA E ATRIZ ESTADUNIDENSE CUJA VOZ ME ACOMPANHA HÁ QUASE 70 ANOS - por Francisco Souto Neto em 20.6.2026.

JULIE LONDON – A CANTORA E ATRIZ ESTADUNIDENSE CUJA VOZ ME ACOMPANHA HÁ QUASE 70 ANOS      -       por Francisco Souto Neto em 19.6.2026.


A cantora e atriz Julie London (capa da revista LIFE) 


Francisco Souto Neto em 2025.


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O primeiro disco de Julie London que  conheci, “Julie is her name”, foi comprado pelo meu irmão Olímpio Souto em 1957.

 
FOTO 1 – “Julie is her name”, o primeiro long-play de Julie London em 1957.

FOTO 2 – A contracapa.

 

Anos depois, quando meu irmão mudou-se para Nova York, deu-me o  disco de presente porque sabia que eu gostava de Julie London mais do que ele. A música mais importante do disco era “Cry me a River”, que Julie apareceu cantando num filme em CinemaScope estrelado por Jayne Mansfield, “The Girl Can't Help It”, que no Brasil chamou-se “Sabes o que Quero”. Foi assistindo a esse filme que meu irmão e eu descobrimos Julie London.

Abaixo está a sequência do filme quando Tom Ewell, embriagado, despede-se de Jayne Mansfield e vai para casa, onde pega o disco “Julie is her name” e o coloca na vitrola... então começa a não apenas ouvir, mas, no seu delírio, também vê Julie London cantando em todos os lugares da residência. 

 

FOTO 3 – Sequência do filme “Sabes o que quero”, com Tom Ewell e Jayne Mansfield, em que Julie London aparece como ela mesma, cantando “Cry me a River”.

 

Abaixo, captada do YouTube, a sequência acima referida. Assista clicando abaixo:

 

https://www.youtube.com/watch?v=OAAq2O9bjKM&list=RDOAAq2O9bjKM&start_radio=1

 

No começo do ano de 1958, quando ingressei no 3º ano do Curso Ginasial da Academia, eu estava com 14 anos de idade, e fiz no meu caderno de desenho um retrato a lápis de Julie London. Meu professor de desenho teceu elogios, mas é claro que o retrato é muito ruim. Afinal, eu era ainda um menino. Mas está aqui neste relato apenas a título de curiosidade. Vale para atestar que eu era, realmente, um grande fã da cantora.

 

FOTO 4 – O retrato a lápis (obviamente mal feito) que fiz no meu caderno de desenho no 3º ano do Curso Primário, quando eu era um menino aos 14 anos no começo do ano letivo de 1958.

 

Aos 15 anos eu era tão fã de Julie London que fiz uma montagem fotográfica onde ela aparecia ao meu lado, da seguinte maneira: posei para uma fotografia segurando o tal disco, apontando para um espaço vazio ao meu lado onde, após revelada a fotografia, recortei de uma revista a foto da cantora e ali colei-a. Naquele tempo as fotografias eram em preto e branco. Agora, passados uns 70 anos, colori-a através da IA:

FOTO 5 – A montagem que fiz aos 15 anos de idade,  com recorte de revista com Julie London que colei na minha fotografia (tempo das fotos em preto e branco), e à direita o trabalho feito em 2026 pela IA que deu cores e nitidez à fotografia que tirei há quase 70 anos.  0BSERVE a coincidência de que na fotografia que abre este texto, com Julie London na capa da revista LIFE, ela usa o mesmo vestido da foto acima.

No Natal de 1959, meu saudoso amigo Joãozinho (João Vargas d'Oliveira Júnior) tocou a campainha de minha casa e entrou sorridente. Trazia para mim e minha irmã Ivone um disco que eu nem sabia existir: era o Volume 2 de “Julie is her Name”, uma preciosidade! Que enorme surpresa! Joãozinho sabia que eu tinha o primeiro volume e que desconhecia a existência do segundo volume recém-lançado.  

 

FOTO 6 – A capa de “Julie is her name Volume 2”. Joãozinho escreveu uma dedicatória sobre a capa de plástico. Com a passagem das décadas, a tinta da caneta esferográfica desapareceu, porém o vestígio deixado pela pressão da caneta sobre a superfície do plástico ainda pode ser lido inclinando-se a capa em relação à claridade.

 

FOTO 7 – Joãozinho e Francisco Souto Neto adolescentes.

 

Em 1960 meu irmão Olímpio “abandonou o ninho” da nossa casa paterna e mudou-se para a capital de São Paulo. Ele estava com 26 anos e era ainda solteiro. Ele era realmente um artista: fazia desenhos que vendia para as fábricas de estamparia de Campinas e começou a atuar em teatro. Naquele começo dos anos 60 ele já contracenava com atores que nos anos seguintes tornaram-se famosos através de novelas da Rede Globo.


FOTO 8 – Meu irmão Olímpio Souto em 1965.

Uma noite, quando estava indo para a pensão onde morava, ao passar em frente ao Hotel Jaraguá, viu que uma linda mulher saía dali para embarcar no carro que a aguardava. Ele de repente percebeu que se tratava de Julie London que estava ali hospedada, pois veio ao Brasil para apresentar-se cantando. Até nas capas de O Cruzeiro e da Manchete ela já tinha aparecido, nas reportagens sobre suas apresentações no Brasil. Ao reconhecê-la, voltou uns passos e pediu-lhe um autógrafo. Mas... onde ele poderia colher seu autógrafo se estava sem nenhum papel à mão? Entretanto, ele havia comprado maços de cigarro que estavam envoltos em “papel de embrulho” (que é como se dizia na época). E ali mesmo Julie London gentilmente e sorrindo deu-lhe um autógrafo, assinando com a caneta-tinteiro do próprio Olímpio. Ele pegou esse autógrafo porque sabia que eu gostaria muito de recebê-lo. 

 

A carta – manuscrita, que era usual à época – em “papel de seda”, poderá ser lida abaixo, em três páginas. Olímpio tinha uma ótima caligrafia. Aqui, vê-se que ele escreveu às pressas, porém, assim mesmo é bem legível e a sua descrição sensível, poética,  interessantíssima.

 

FOTO 10 – A carta de meu irmão Olímpio: 1ª página. 

       
FOTO 11 – A carta de meu irmão Olímpio: 2ª página.


 

            No mesmo ano de 1960, quando morávamos em Ponta Grossa, meus pais viajaram a São Paulo, o que faziam habitualmente para visitar minha avó paterna, a quem chamávamos de Mãe Nina. Eu pedi ao meu Papai que, se possível, fosse a uma importante casa de discos para ver se encontraria algum novo de Julie London. Ele gentilmente lá esteve e trouxe de presente para mim o “About the blues”, que hoje considero o melhor dentre todos os discos da cantora.

  

FOTO 13 – A capa de “About the blues”

 

FOTO 14 – Contracapa de “About the blues”

  

O quarto disco de Julie London que recebi de presente foi do meu amigo Rubens Faria Gonçalves no ano de 1976, quando ele ainda residia em São Paulo. 

 

FOTO 15 – Capa de “The very best of Julie London”


FOTO 16 – Contracapa de “The very best of Julie London”

 

Em 1980 eu reuni os 11 discos long-play (de 33 rpm) que eu tenho e tirei uma fotografia deles reunidos no chão, com a presença do meu chihuahua Quincas Little Poncho (1973-1990)

 

 

Quando foi inventado um novo tipo de discos, os CDs que tornaram ultrapassados os long-plays, todos os antigos discos de Julie London foram relançados, não só os que existiam no Brasil, como também inúmeros outros que foram lançados nos Estados Unidos. No ano de 2025 eu reuni os meus 22 CDs de Julie London em uma única fotografia que se vê abaixo.

 

 
FOTO 18 – Minha coleção de CDs de Julie London

 

Estes são os 22 CD de Julie London que comprei. Note-se que inúmeros dos CD englobam DOIS antigos long-plays de Julie London. Isto significa que os 22 volumes acima englobam mais de 30 antigos discos de Julie London.

 

FOTO 19 – Este é um detalhe da FOTO 19, apenas para mostrar que vários dos seus CDs envolvem dois álbuns de sua discografia.

  

No link abaixo está o disco completo “Julie is her name”, e aqui podem ser ouvidas todas as suas faixas:

 

https://www.youtube.com/watch?v=gCGNYJOrebA&list=PLVnkoLiLMTm5Nc1ODYiFJGiZQkXtEwQFt

 


 

Na Wikipédia pode ser lida em português a biografia de Julie London, que inclui todos os seus filmes realizados em Hollywood, pois ela foi, além de cantora, uma importante e elogiada atriz. Para ler e ver, basta clicar neste link:

https://en.wikipedia.org/wiki/Julie_London

 

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FOTO 20  – Em 2026 em meu quarto onde, por ser espaçoso, mantenho uma sala íntima e também uma mesa de trabalho com o meu computador (este não aparece na foto) segurando o primero disco de Julie London. Guardo todos os seus long-plays e os CDs. À direita, minha cama de cerca de 200 anos..


FOTO 21  – Em 20.6.2026, com o disco comprado pelo meu irmão em 1957, há quase 70 anos.


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